30/08/2009

AM 044 - Linguagem e aprendizagem de clown em espaços públicos II

Caríssimos. O 2º semestre inicia. Sejam todos bem vindos.
E para começar:
Pum! Pum! Ana Wuo, Dona Caixinha, das dores de Dolores Dolárrria, dos leitos, dos downs, dos clowns, dos hospitais. A que troca sorriso por dor, dor que se fluidifica no sorriso de uma bobagem. Aberta para as visitas, os encontros e as partidas. Dá tudo o que tem para quem quiser pegar. Com o que fica? Não fica. Segue. E sempre tem. Com ela dadivosa na bagagem, coragem para a vida da bobagem. Ela que segue, chega e bate. Pum, pum! Quem? Um coração! De palhaça. (fragmento da dissertação Palhaçar: máscaras em uma patética-poética por rir - por Luciane de Campos Olendzki - UFRGS/2009).

17/06/2009

Finalizando o semestre

O nosso passeio a Biblioteca Central foi realizado para conhecermos as letras. Nosso encontro com a alegria letrada foi propiciado pela coordenação da biblioteca. Agradecemos a Daniela pela visita monitorada por um sorriso aberto e divertido.
Lembrando que nessa quarta-feira dia 17 de junho os alunos da disciplina devem enviar por e-mail os relatos da experiência clownesca para wuo.ana@gmail.com

Obrigada pelos encontros!

Ana Wuo e Maza

30/05/2009

Quarta-Feira, 27 de maio de 2009

E eis que aos poucos, sem pressa, vamos nos mostrando, nos exibindo, nos descobrindo....
Tudo nos olha e nós olhamos para tudo.

18/05/2009

Nomes e identidades


O clown recebe o nome após o nascimento e de acordo com suas características físicas ou de personalidade. O nome finaliza uma etapa do ritual de iniciação. Nomear é complementar a imagem verbal . É dar uma identidade ao clown
Coloco aqui alguns nomes dos iniciados, escolhidos aleatoriamente nos cursos, somente para exemplificar: Dona Coxilha (coxa grossa), Porcarelha (gordinha com cara de porquinha), Galíngula (misto de galinha delicada com escrotices), Acássia (amarela como uma flor), Patativa(aquela que dá patadas, mas que é romântica), Veia-Lâmbida (quando fica brava, tem as veias crescidas, tem um cabelo escorrido e uma cara lambida), Pleura Imaculada (não sabe se existe, nem o que quer), Classic (de modos elegantes), Soresperança (espera que tudo dê certo), Dentina (dentes destacantes, muito risonha), Florentino Libra (bancário aposentado que mantém a postura corporal ereta, mas que tem o coração de nordestino, sempre voltado às belas flores, de todas as idades), Chimia Bóia (doce como uma *chimia e redonda como uma bóia).


* Como é chamada a geléia no Rio Grande do Sul.


Texto e imagem (Turma AM034 - 1º Sem. 08), por Ana Wuo.

06/05/2009

Nascimento


Cada aprendiz, minutos antes, prepara com tecidos ou lençóis a sua cama, ninho ou concha de iniciação. Deixa as roupas preparadas bem ao lado, as quais serão colocadas durante a subida da montanha. Peço que fechem os olhos e falo que todos estão na base de uma montanha. Existe uma trilha, na qual cada participante vai começar sua caminhada. Todos olham para ela e, ao iniciarem a caminhada, passam por um caminho estreito, depois por um riachinho onde um peixe fala : Oi! ...por uma mata molhada, úmida, onde borboletas e pássaros voam, com um vento fresquinho; o sol vai aquecendo às vezes mais forte e outras menos. Vamos subindo, encontramos um paredão de pedra e, sem cordas de proteção, vamos subindo, nos agarrando com as mãos.

Ao mesmo tempo em que estamos subindo, do outro lado, uma outra pessoa vai subindo também. Quem será? Pegue na mão desse estranho-conhecido e passe para o mundo dos clowns...


Imagem: Le Petit Clown, por Julie70
Texto: Ana Wuo

25/04/2009

O traje

Durante o curso de iniciação, o participante vai observar elementos externos ao clown; a roupa é um deles, é o complemento essencial. Como dizia Burnier (2001), do nosso ponto de vista, a roupa é a segunda pele, mas para o “clown” é a própria pele. Peço aos alunos que fiquem atentos à roupa, pois ela pode aparecer de várias formas, algumas vezes a roupa escolhendo o clown. A cobertura da pele de clown é um aspecto permeado de simbologia para aquele que a usa, pois este primeiro traje tem elementos permeados da memória da iniciação, é um símbolo, é o ponto de familiaridade entre o fora e o dentro. A roupa protege do exterior e o revela, como uma máscara; o corpo se cobre ao mesmo tempo em que se descobre em si mesmo para mostrar.

Imagem por Ana Wuo.
Clowns iniciados no 2º semestre de 2007 na disciplina AM-034.

19/04/2009

Roda dos andares

Este exercício revela o andar do clown de forma dilatada. Esse é o andar de base ou básico e, a partir dele, são desenvolvidos outros, com outras dinâmicas, velocidades, tamanhos.
Quando dilatamos o jeito de andar, isto é, quando aumentamos a maneira natural de andar, esse exagero algumas vezes provoca o riso nos espectadores. Outras vezes, a própria pessoa observada ri de si mesma, pois descobre que a sua maneira de andar dilatada é muito estranha e diferente do que ela imaginava.
A transformação é o seu jeito ou o jeito básico de o clown andar. Após essa descoberta, os clowns exploram essa maneira nova, repetindo e memorizando as dimensões novas e a imagem que ela proporciona dentro de si. Durante o processo, todos são participantes observados e observadores. Num determinado tempo, a observação do outro vai refinando a percepção com relação ao objetivo da roda: como anda o clown de cada participante.

Imagens por Ana Wuo.
Clowns iniciados no 2º semestre de 2007 na disciplina AM-034.