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Coreografia - Exercício

Este exercício propõe aos alunos que criem uma coreografia individual para ser apresentada em dado momento. É iniciado com uma ação simples como mexer um caldeirão, varrer o chão com uma vassoura, limpar uma janela, por exemplo. Após definir a ação, o participante memoriza e treina a sua de várias formas: rápido, lento, pequeno, grande, repetidas vezes, com diferentes ritmos, velocidades, intensidades. Terminado o treino, cada aluno mostrará a ação e as variações dessa, ao som de uma música, para o restante do grupo que a repetirá. Todos dançam as ações como um corpo de baile. Cada participante, além de sua ação, vai aprender as ações elaboradas pelo grupo e incluí-las no seu repertório.
Em outro momento, o grupo deverá seguir um líder e montar uma coreografia. Todas as ações são reunidas para uma apresentação pública; há um platéia imaginária e um júri imaginário que está em todos os lados da sala, como em um picadeiro de circo. Quando todos tiverem exercido a liderança, o exercício é terminado.


7 comentários:

laura disse...

Oi, blz? Laura aluna ouvinte. Estou com uma dúvida que surgiu durante a realização do exercício. Sobre o erro, clown pode induzir um erro, ou o erro acontece sem querer? bjs e até quarta.

mariana disse...

Olá a todos!Me diverti muito com ``ballet´´ proposto na semana passada, mas a idealização da coleografia ainda superou a apresentação!Acho que meu clown está se aflorando...Obrigada Ana.Um abração aos palhaços de plantão!

Ana Wuo disse...

Laura, o clown procura errar sempre, é aí que está o grande lance. Quando criamos uma cena (coreografia como foi o seu caso ), se os erros acontecem naturalmente, aproveitamos para incorporá-los ao repertório. O mais dífícil é fazer com que esse erro cause a mesma surpresa no público como da primeira vez que ele apareceu. A técnica de memorizar e codificar no corpo, é a aliada nesse momento recriar e retomar o erro com a mesma precisão e intensão...

Ana Wuo disse...

Mariana, o clown está acontecendo a cada encontro é uma processo de formação e criação ... E o seu está chegando cheio de graça....

Larissa disse...

Olá!
sobre o exercício do balé bolshow achei que foi muito legal para a gente pensar em uma dança clownesca a partir de movimentos cotidianos. Fica muito interessante e danças como as postadas aqui no blog, principalmente a dos clowns Irlandeses, são muito engraçadas.
Como a clown nasce da fisicalidade, do corpo, do movimento, achei muito importante esse exercício.

Sobre a última aula, me surpreendi com a construção do andar clownesco a partir da dilatação do que já é próprio do jeito de cada um. Com certeza dessa forma fica muito mais verdadeiro e genuíno, e não uma "casca" de palhaço. Nos faz ver como cada um já é naturalmente engraçado e com isso entendi melhor o que é descobrir seu clown interior.
Gostaria de pedir desculpas a você professora por não ter levado a roupa. Mas não tinha entendido que já era para levar tudo assim naquela aula, achei que ia ser uma construção ao longo dos encontros e como tive um dia difícil (estava com muita dor de cabeça durante aula) acabei não indo buscar uma blusa que tinha pensado em levar. Mas aula que vem com certeza vou estar de clown e não disfarçada de Larissa como estava na última quarta-feira.

Abraços

Ana Wuo disse...

Larissa, voce consegue compreender o processo com muita clareza, fico muito satisfeita com isso e com seu trabalho. Pedi uma roupa para ir experimentando, ela é para revelar o clown, é como se fosse a pele. O importante, é que ela está sendo preparada com carinho por você. Eu e os outros clowns estamos aguardando sua transformação...

harley 071112 disse...

recordo claramente que não levei a roupa nesta aula...
eu havia faltado na aula na anterior e acabei confundindo as coisas...
Mas mesmo assim foi legal...
Aproveitei-me do ocorrido para entender duas coisas:
1) O clown precisa de sua roupa. O 'veículo' corpo humano vai ser usado por outro ser, e esse ser tem suas próprias características...
2) O clown não é somente uma roupa. O modo como se lida com o ambiente, com o meio, é fundamental. A roupa ajuda a 'delimitar' bem a fronteira entre um ser e outro. O que seriam 'brincadeiras' em meu mundo assumem outro caráter no momento em que o clown assume... Deixam de ser brincadeiras. Fazem parte do mundo do clown, do seu jeito de ver meu mundo.