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Clown, processo criativo: rito de iniciação e passagem (Fragmento I)

                            
                             

A palavra clown (pronuncia-se “cláun”) apareceu no século XVI. Este vocábulo remete-nos a colonus e clod, significando um fazendeiro ou rústico, torpe e, de qualquer maneira, o clown foi sempre campesino (TOWSEN, 1976). Outra origem é na língua celta, designando originalmente um fazendeiro, um campônio, visto pelas pessoas da cidade como um indivíduo desajeitado e engraçado, indicando, num outro momento, aquele que, com artificiosa torpeza, faz o público rir.Em sua aplicação geral, é um ser cômico que se apresenta e se comporta de maneira estúpida ou excêntrica; em particular, alguém que se especializa em comédia física. Clown se traduz por palhaço, mas as duas palavras têm origens diferentes. Palhaço vem do italiano e se relaciona, geralmente, à feira e à praça; já o clown refere-se ao palco e ao circo. Mas, na linguagem do espetáculo, as duas palavras confluem em essências cômicas. Não precisamos ir tão longe para buscar um exemplo dos sentidos acima, pois, no Brasil, temos o precioso clown Mazzaropi, o qual foi pesquisado por Barsalini (2002): “Sempre representando personagem cuja alma se enraíza nos traços culturais mais fundamentais da civilização do país, promovendo a síntese do arcaico como o imigrante...” O caipira etimologicamente sugere possível relação com caipora e curupira. Na acepção da palavra, é um indivíduo tímido, acanhado, pouco sociável, simplório, geralmente habitante do campo, de pouca instrução e modos pouco refinados. A variação brasileira para caipira é caapora, caboclo, caburé, caiçara, cambembe, groteiro, guasca, jeca, jeca-tatu, macaqueiro, roceiro, sertanejo, sitiano, tabaréu, tapiocano, urumbeba. Mazzaropi soube muito bem representar essa brasilidade, por meio do personagem Jeca, em seus filmes. Todos os grandes clowns tradicionais do cinema (tais como Chaplin, Keaton e Tati) influenciaram Mazzaropi. Também nos divertiram Langdon, The Marx Brothers, Harold Lloyd, Jerry Lewis, Martin and Lewis, Woody Allen, Laurel and Hardy, Abbott and Costello e Andy Kaufman, entre outros maravilhosos que nos foram apresentados em matinês no cinema ou nas sessões da tarde em algum momento de nossas vidas.
Imagens: Dona caixinha, por Mariani Magno; Teotonto, por Ana Wuo.
Clown, processo criativo: rito de iniciação e passagem - Tese Doutorado Ana Wuo - FEF/UNICAMP, 2005.

21 comentários:

laura disse...

Olá, sou Laura aluna ouvinte. Bom, a primeira aula para mim foi muito importante e ao mesmo tempo difícil. Difícil por estar ali sem ter nenhuma cumplicidade com ninguém, confesso que o meu clown ficou bem escondidinho. Mas com o passar do tempo e com as atividades fui deixando aflorar meu lado clawnesco e descobri que aprender a criar o riso nas pessoas é muito divertido. Penso que é uma alegria dupla,"é a minha alegria vista na alegria do outro", sei lá se isso está correto. bjs e até a próxima aula.

Picles disse...

Oi, sou Giovanna, Letras 07.
A primeira aula foi uma descoberta. É sempre um desafio o primeiro contato com um grupo desconhecido. E também me senti meio intimidada, como se já não bastasse minha timidez. Mas esse é o principal passo a ser dado, superar o que considero uma fraqueza. Estou com uma vontade imensa de mergulhar na liberdade clown.
Até mais!

Ana Wuo disse...

Laura, esse é o caminho para entrar no mundo do clown, descobrir alegria na alegria do outro, o outro em mim, dentro do jogo que vamos estabelecendo na relaçao com o público. Mergulhar nas profundezas e as vezes voltar a superfície para perceber como foi disse Lecoq (1999).

Giovanna, a timidez é sua aliada nesse processo clownesco, ela ajuda a percepção do outro . SER tímido, estar tímido, timidez é um canal de comunicação e de linguagem silenciosa que estalelece outros códigos e símbolos.

Abs

Wuo

Larissa disse...

Olá!
Sou a Larissa 07 da dança.
Gostei muito da nossa primeira aula! Tive certeza que estudar clown e descobrí-lo dentro de mim é uma coisa que eu quero pra valer.
Aprendemos já tanta coisa.. a regra úmica, triangulação...Entender que o clown não só olha, mas ele vê o mundo e que todos olham e vêem ele e algo tão, tão ... simplesmente complexo.
Foi muito interessante também fazer um trabalho corporal com pessoas das mais diferentes áreas, pois percebo que como sou da dança tenho algumas respostas corporais "padrão" de dançarinos. Penso que fazer uma aula prática com pessoas de cursos diferentes vai ser muito bom para mim e só tem a acrescentar o aprendizado clownesco de todos
Que a quarta-feira chegue rápido! :) Até a próxima aula!

Anônimo disse...

Gostaria q fossem colocando mais comentarios das aulas só pra eu sentir um pouco o gostinho..por um problema de saude(fraturei o "coquis")nao pude fazer o curso!!Um gde bjo a todos!

Katia Cristina disse...

ah e naum sou anonima naummm..meu nome é Katia,sou hiper mega fã de todos os jeitos de se fazer rir!
+bjos
Ah pra quem quiser ganhar uma amiga
meu msn eh katia_mkr@hotmail.com.Sejam bem vindos e parabens a Ana,sem te conhecer ja sou sua fã,só pelo fato de ter confiança naquilo q vc apresenta e faz!

Rafa disse...

Oi Gentem...meu nome é rafaela, sou da geografia 06. Sempre, em minha vida inteira me disseram que eu era engraçadona...Nossa! descobri nesta aula que sou mais tímida do que pensava...descobri que não sei ri por ri...aonde será que está meu clown? Uma coisa da aula está me entrigando...tudo me vê...isso me faz pensar melhor no que faço dia a dia...mas tambem me faz ver pequenos sorrisos de pessoas a minha volta que antes não via...será que quando meu clow resolver sair detrás das cortinas de minha timidez consiguirei mais do que simples sorrisinhos? obterei uma alegria dos que estão ao meu entorno? num sei...acho que o tempo me revelará!! há há há!
Um beijão a todos!! =)

Nat disse...

Oii pessoal clownesco! =D adoorei essa palavra, soa tão bonitinho!=D
Bem eu sou a Natalia, geografia 06 (pra variar, hehehe), então achei que nunca fosse conseguir fazer essas dinâmicas de grupo meio teatrais, confesso que no começo estava bem envergonhada, mas depois, não sei explicar...a gte acaba se soltando, e isso é tão bom! Claro que acredito que em breve a cumplicidade do grupo vai aumentar e acredito que não apenas eu, mas tds se sentirão mais a vontade pra se expressar no clown. Confesso que pra mim a uma parte bem dificil foi aquela do riso, não consigo rir se não for expontâneo...sei lá, é difícil. Bem estou muito animada com as aulas! E realmente espero que este clown que tá em algum lugar em mim, apareça! =D beijo a tds e até daqui a pouco....=D

Cinthia disse...

Olá, sou a Cinthia tbm da Geografia 06.Bom, ontem eu sai da aula suja, desarrumada, suada, cansada, mas feliz. Gostei da interação entre as pessoas e do modo como elas aderem rapidamente ao mundo clownesco...e eu tbm farei o mesmo aos pouquinhos. Um passo de cada vez eu buscarei encontrar-me e suspreender-me. Obrigada pelos ensinamentos de até então ;)

Anônimo disse...

Laura, na aula de número 3, notei que o engraçado pode ser encontrado nos gestos mais simples, mas executados com perfeição. Dai que vem a complexidade, tornar a coisa sem graça engraçada.E a cada aula que passa percebo que ser clown não é facil não, porém me divirto tanto nesta busca. bjs e até quarta.

Ana Wuo disse...

Larissa

Nossa quarta-feira-clown é bem emocionante. O clown fala uma língua universal e o movimento clownesco está em todas as áreas do conhecimento, porque é humano.
As diferenças são complementares.

Ana Wuo disse...

Rafa, as cortinas com certeza já se abriram para vc no instante em que foi aceita na disciplina. Vc está indo bem!

Ana Wuo disse...

Cínthia, eu é que agradeço a sua presença "cheia de graça" na disciplina. Rumo aos passos da alegria!

Ana Wuo disse...

Nat, a cumplicidade vai aumentando até chegar a exercitá-la com e em público.Clown é cumplicidade!

Ana Wuo disse...

Katia Cristina, é um anorme prazer contar com seus comentários, você já está entre nós!

Lucas Wuo disse...

Bom voce não entende de jogo mais eu não entendo de tetro bjs mamane!!


lucas wuo

Lívia disse...

Olá pessoal! Eu sou a Lívia, mais uma da Geografia 06 (rs)
Estou adorando as aulas de clown, elas representam para mim a alegria de cada semana. Os momentos ao lado de vocês estão sendo muito especiais pois me proporcionam uma sensação boa de rir à toa, sem preocupações. Além disso despertam o meu lado mais animado, engraçado e divertido. Isso é ótimo!

Lívia disse...

Esse clown é demais: scrat (a era do gelo)
Aqui vai o link de um vídeo dele, mto bom que por sinal ainda não estreou nos cinemas:
http://www.youtube.com/watch?v=Lx6avpGCKVw

mariana disse...

Olá pessoal, sou a Mariana aluna ouvinte, escrevinte , fazinte, para mim quarta feira é o dia mais bacana da semana...estou apaixonada pela aula e quero agradecer a boa vontade da Ana!!!
Realmente com o passar das aulas sinto que nossa cumplicidade vem aumentando, também com tantas feiras, rs...
Um grande abraço a todos

Karine disse...

Olá pessoas!!!
Apesar da demora (naum lembrava o endereço do site) aqui estou!!
Sou a Karine do 4° Ano da Dança!!!

O que, por enquanto, está mais forte para mim nas aulas de clown é a regra ÚNICA; "tudo me olha, e eu olho tudo!".
É muito interessante pensar, desde o começa do processo, na relação q o clown estabelece com o público, e em quanto este interfere e modifica a apresentação ou o desenrrolar de uma atividade.

O FOCO é o principal responsável por essas mudanças, e aqui eu faço uma relação com a minha graduação; na dança nem sempre pensamos no público para criar, e este pode ser ums dos motivos pelos quais ela, muitas vezes, se faz distante.

A aproximação e a imediata impatia que o palhaço estabelece com o outro traz uma cumplicidade entre eles.

Beijos, até quarta!

harley 071112 disse...

O clown já é...
Eu só preciso 'ceder o espaço'...
É nisso que acredito.
Essa foi a lição que aprendi - e senti...